Rua José Bonifácio, 663 - Sala 202 | Olaria | Cep 76.801-230 | Porto Velho - RO
Seg-Sex: 08:00 - 12:00-14:00 - 18:00

A DMRI (Degeneração Macular Relacionada com a Idade) consiste na
causa mais comum de cegueira irreversível em países
industrializados. Nos EUA é responsável por aproximadamente 54%
das perdas visuais graves. Esta doença acomete a retina e mácula,
estruturais localizadas no fundo do olho, responsáveis pela captação
da luz.
Acomete indivíduos geralmente acima de 50 anos, sendo a idade o
principal fator de risco. Tabagismo, raça caucasiana, hereditariedade,
hipertensão arterial, obesidade, dieta rica em gorduras, podem estar
relacionado aos portadores de DMRI.

Esta patologia é classificada em dois tipos:

1. Forma seca: é a mais comum, e corresponde a 90% dos casos.
Neste tipo encontra-se a presença de lesões chamadas drusas, que
consistem em depósitos metabólicos na retina, ou numa fase mais
adiantada, a atrofia retiniana:
2. Forma úmida ou exsudativa: neste tipo nota-se presença de
crescimento de neovasos patológicos, podendo levar a hemorragias e
deslocamentos da retina.

Os principais exames diagnósticos realizados

para estudar a DMRI são:

1. Exame oftalmológico completo;,

2. Retinografia;
3. Angioflurecinografia (injeção endovenosa de contraste de
fluoresceína sódica);
4. OCT (Tomografia de Coerência Óptica).
Sempre que diagnosticamos um caso de DMRI, encorajamos o
paciente a adotar hábitos de vida saudáveis, e principalmente
abandonar o tabagismo e fastar-se da presença dos fumantes. Além
disso, sugerimos exame oftalmológico aos parentes de primeiro grau
do paciente.
Aliás, recomenda-se à população em geral um exame oftalmológico
anual, pois nos casos iniciais, o tratamento com vitaminas e
antioxidantes pode ser iniciado, podendo evitar a progressão da
doença. Quando há presença de neovascularização (forma úmida), o
tratamento é feito através da administração de injeções intraoculares
de medicamentos quimioterápicos, que agem na “destruição” dos
neovasos doentes. Podem ser necessárias várias aplicações no
mesmo olho, com o objeto de estabilizar e/ou melhorar a visão. Nos
estágios mais avançados, onde há fibrose (cicatriz) e atrofia, pode ser
tentado uso de auxílios ópticos para visão subnormal, como lupas por
exemplo.